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Quanto custa anunciar no Google?

Não existe tabela de preço. Existe um leilão, e o que você paga depende de quem mais está disputando a mesma busca — e da qualidade do que você mostra.

A pergunta mais comum de quem nunca anunciou é "quanto custa". A resposta honesta é: depende. Não por evasiva, mas porque o preço de um clique no Google não é fixado por ninguém — ele nasce num leilão, a cada busca, e muda o dia inteiro.

Como funciona o leilão

Toda vez que alguém pesquisa algo no Google, os anunciantes que competem por aquele termo entram num leilão automático, decidido em frações de segundo. O primeiro erro de quem começa é achar que ganha quem oferece o lance mais alto.

Não é assim. O Google combina três fatores: o lance que você está disposto a pagar, o índice de qualidade do seu anúncio (relevância do texto para a busca, taxa de cliques esperada) e a experiência da página de destino — se ela carrega rápido e entrega o que o anúncio prometeu.

Um concorrente com lance menor, mas anúncio mais relevante e site melhor, pode pagar menos por clique e ainda aparecer na frente de quem paga mais. É por isso que duas empresas do mesmo ramo pagam valores diferentes pelo mesmo termo.

Por que não existe preço de tabela

Cada busca é um leilão isolado. O custo do clique muda conforme o horário, a cidade, quantos concorrentes estão ativos naquele momento e o quanto cada um está disposto a pagar. Uma agência séria não te dá "o preço do clique" — dá uma faixa esperada, baseada no histórico do setor, e ajusta com dado real depois que a campanha roda.

Quem promete valor fechado antes de olhar o seu mercado está chutando, ou vendendo algo que não é anúncio de busca.

O que é CPC e por que ele varia tanto por setor

CPC é custo por clique — o que você paga cada vez que alguém clica no seu anúncio, não quando ele só aparece. O valor varia de setor para setor porque reflete o quanto aquele mercado disputa a mesma palavra.

Áreas com margem alta por cliente e muita concorrência entre anunciantes — direito, saúde, alguns serviços financeiros — tendem a ter CPC mais caro. Serviços locais com menos gente anunciando pagam menos por clique, mesmo que o volume de busca seja parecido.

Quanto um negócio local costuma precisar por mês

Não existe piso universal, mas existe um princípio: orçamento baixo demais não gera volume suficiente pro sistema aprender. O Google Ads precisa de um número mínimo de cliques e conversões para entender que tipo de busca vale a pena mostrar seu anúncio.

Um orçamento que só dá pra alguns cliques por dia não é um teste — é ruído. Não dá pra tirar conclusão de uma amostra pequena demais, seja ela boa ou ruim. O valor certo depende do CPC do seu setor e da sua cidade, e é isso que se mede antes de definir número.

Verba de mídia não é o mesmo que honorário de gestão

Dois valores diferentes compõem o custo total de uma campanha, e misturar os dois é fonte de confusão. A verba de mídia é o dinheiro que vai direto para o Google, pagando os cliques. O honorário de gestão é o que remunera quem estrutura, monitora e ajusta a campanha.

Uma agência não fica com parte do seu clique — ela cobra à parte pelo trabalho de configurar palavras-chave, escrever anúncios, ajustar lances e cortar o que não converte. Antes de comparar propostas, separe esses dois números.

O erro de começar com verba baixa demais

É o erro mais caro que existe, porque não custa dinheiro — custa a conclusão errada. Alguém testa com um valor simbólico por poucos dias, não vê resultado e decide que "anúncio no Google não funciona para o meu negócio".

Na maioria dos casos o que não funcionou foi o tamanho do teste, não o canal. Campanha de busca precisa de tempo e de volume mínimo para o algoritmo ajustar a entrega. Julgar isso em três dias com verba de bolso é como fechar uma loja depois de um dia de movimento fraco.

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